O torcicolo muscular congênito é descrito como uma deformidade postural evidente logo após o nascimento, caracterizada por flexão lateral da cabeça para um lado e rotação cervical (giro da cabeça) para o lado oposto, devido ao encurtamento unilateral do músculo esternocleidomastóideo (ECM), podendo ser acompanhada por outras condições neurológicas ou musculoesqueléticas.
Fonte: The American Physical Therapy Association — Academy of Pediatric Physical Therapy
Porém, definições mais recentes afirmam que deve ser classificado como uma alteração do desenvolvimento, e não como uma alteração congênita, que causa restrições nas emergentes reações de equilíbrio, nas estratégias para transferências de peso necessárias às mudanças de postura, assim como nos detalhes da percepção motora de referência para o controle postural dos movimentos.
Fonte: A Developmental Perspective on Congenital Muscular Torticollis — Angela Tessmer, Paula Mooney e Lucie Pelland. Pediatric Physical Therapy, 2010.
Apesar de ter localização específica, o Torcicolo Muscular Congênito pode cursar com alterações proximais à sua localização, como alterações na alimentação, captação visual, controle cervical e assimetrias da cabeça, do pescoço e do braço do lado afetado.
Também pode comprometer o sistema respiratório, com redução do volume aéreo e muscular do hemitórax do mesmo lado, desequilíbrio muscular da pelve, perda progressiva da mobilidade da coluna vertebral e atraso global do desenvolvimento sensório motor.
Fonte: Mariangela Pinheiro de Lima, fisioterapeuta e criadora do treinamento TTCAB.